A incontinência entre a razão e o instinto: um estudo comparativo entre Santo Tomás de Aquino e Nietzsche
DOI:
https://doi.org/10.71201/3085-6280.%25p.2026Palabras clave:
Incontinência moral. Razão. Instinto. Tomás de Aquino. Nietzsche.Resumen
A presente artigo tem como objetivo analisar o fenômeno da incontinência moral a partir de uma abordagem comparativa entre as concepções éticas de Santo Tomás de Aquino e Friedrich Nietzsche. A incontinência, entendida como a falência da vontade diante do conhecimento do bem, revela uma tensão entre razão e instinto que atravessa a história da filosofia moral. Enquanto Tomás de Aquino, inserido na tradição aristotélico-cristã, defende a centralidade da razão como guia do agir virtuoso, Nietzsche critica a moral racionalista como repressiva e exalta os instintos como manifestações legítimas da vida. Por meio da análise de trechos selecionados da Suma Teológica, Genealogia da Moral e Além do Bem e do Mal, o estudo identifica os principais pontos de contraste entre os dois autores, especialmente no que se refere à antropologia moral e à compreensão da liberdade. Conclui-se que o embate entre razão e instinto permanece atual, refletindo o dilema moderno entre o ideal de autocontrole e a busca por autenticidade.
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Referencias
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